Saturday, February 14, 2009

Praia do Rosa, um paraíso sobre a Terra


Meu orientador é de Santa Catarina e, desde o ano passado, falamos que seriam feitas reuniões a cada três meses, o que acabamos não fazendo até porque a internet nos permite manter contato virtual sempre que queremos. Mas, trata-se de uma pessoa que me agrada. Cuja convivência gostaria que fosse intensificada e, convenhamos que ir a Santa Catarina não é nenhum sacrifício. Então, comecei a pensar como faria isso. A grana, como sempre, pouca. Assim, teriam que ser poucos dias.  Passei a pesquisar locais de hospedagem e um dos mais baratos que encontrei foi na Praia do Rosa. Na hora, nem me dei conta de que não ficaria tão fácil ir até Florianópolis, local do encontro. 

Há muitos anos ouvia falar bem desta praia. Eu mesma já havia feito uma visita nos anos 80 da qual não tenho boas lembranças pois tive uma insolação naquela oportunidade.  Bem, estava decidido. Era para lá que iríamos. Convoquei minha irmã, parceira de viagens. Avisei o orientador e lá nos fomos. Ainda não estava certo que conseguiríamos nos encontrar, mas, o pretexto havia funcionado. Primeiro: a viagem de ônibus, que me preocupava pelas longas horas, foi muito tranqüila. Durmo o tempo todo. Não vou contar todos os detalhes, mas, quis frisar isso, pois, recomendo. A pousada melhor do que poderíamos esperar. Uma boa estrutura para os R$ 50,00 de diária por pessoa que conseguimos. Piscina, sala de jogos, tv e nossa cabana bem bacana. Mas, o melhor ainda estava por vir. Foram 4 dias de caminhadas, banhos de mar e sol. Uma água límpida em que podia olhar meus pés quando a água já alcançava o peito. Fria é verdade, mas, imperdível. Os turistas? 95% de Argentinos. Nas ruas só se ouvia espanhol. Horários diferentes. Ninguém na praia pela manhã quando íamos. Muita gente no final da tarde quando saíamos. Não sem intervalos no horário do almoço, pois, eu não agüento. Bati meu record: 7 horas na praia. Guarda sol e protetor 30, é claro! Confesso que no segundo dia já não podia mais buscar aquele bronzeado, inclusive dos lados, pois, foi a primeira vez que consegui ficar vermelha nestas áreas. Se insistisse, com certeza,  acabaria com aquela insolação novamente.  Estrada de terra batida. Muito pó. Mas, silêncio, tranqüilidade e um contato com a natureza que nos faz sentir pertencentes do universo e fazer contato com o divino. Locais para comer maravilhosos, mas caros, lógico.  Parte do que economizamos em  hospedagem e passagem de avião gastamos em um jantar em um local luxuoso e com vistas de tirar o fôlego. Tem muitos por lá (sentamos naquela mesa com guarda-sol aí da foto). 

No último dia, o encontro com o orientador. Certa apreensão. Toda aquela calmaria teria fim? Nada. Foi prazeroso. Em um bar em no Mercado de Florianópolis conversamos. Ele me falou de seus projetos e trocamos idéias sobre a minha pesquisa. Ótimas sugestões. E o alívio: ele havia gostado do artigo que escrevi. Então, posso ficar tranqüila. Vou saber escrever a dissertação de um jeito que o agrade. Ah, detalhe. Foi nesta hora que percebi que não estava com a câmera digital que eu havia cuidado todos os dias para não esquecer em nenhum lugar. Perdi. Com todas as lindas fotos que tirei tentando registrar os momentos parasidíacos que passamos. Agora, o que resta é a minha memória. As imagens registradas na minha alma. Que seja assim.

 

De volta a Porto Alegre, sem lamúrias, pois costumo dizer que sou feliz, pois sempre gostei tanto de viajar como de retornar, mas, ainda tentando me adaptar aos horários, a rotina novamente. Com vontade de sair todos os dias o que, aliás, me fez ir ontem até o Lami buscando uma paisagem de verde e água novamente (sem comparações, é claro!).  Paramos (desta vez meu pai e eu) no único local próximo a “praia”. Sem sair do carro podíamos ver uma cena que me fez sentir novamente a falta da digital.  Vou tentar descrevê-la. Em um primeiro plano, uma placa grande amarela dizendo: local impróprio para banho. Águas poluídas. No mesmo ângulo, mais adiante, uma casinha vermelha e três salva-vidas. Abaixo dela, um homem, sentado em uma cadeira de praia e sob um guarda-sol. Ao seu lado, uma mulher deitada na área pegando sol.  Logo chamei a atenção do meu pai. Se o banho é proibido, o que fazem aqui estes três salva-vidas? Perguntei para logo depois tentar uma resposta cômica: É para o caso de alguém cair na água sem querer.  Bem, meu pai, que ainda se lembra de todas as coisas que contava enquanto mediadora da Bienal, disse: Dava para tirar uma foto e mandar para os curadores da próxima exposição! Não é que ele tem lá sua razão? Quer dizer....se eu tivesse como fotografar. 

Obs: Ao chegar em casa, havia um email para um concurso cujo prêmio é uma máquina digital. Já estou concorrendo. Torçam por mim.

 

2 comments:

  1. estive no rosa no ano passado. a noite com aquelas luminárias todas acesas é quase tão bonito como aquele mar e aquele sol!


    ai ... me deu saudades do mar agora.

    beijos!

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  2. Estou torcendo por ti, pra que ganhes uma máquina digital nova!!!
    Sinta-se uma privilegiada, faz uns 3 ou 4 anos que não vejo o mar...
    Beijos!

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