Tuesday, March 13, 2007

Fim de férias

Começo do ano e eu exausta. Faltando vontade para quase tudo. Menos comer e beber. Resultado? Quilos a mais e menos energia para qualquer atividade. Preguiça... Até de falar com os amigos. Aí já fica preocupante. Será que é depressão? Meu antigo e sempre mestre de teatro Zé Adão Barbosa dizia que se a gente não tem vontade de sair da cama, está deprimido. Ichhi! Então, estou assim desde os meus 12 anos. Não digo antes, pois, não me lembro, mas é provável.

Sou da noite, mas, ultimamente, nem isso. De manhã o corpo dói, não tenho ânimo. Bem aos pouquinhos vou me espreguiçando e me obrigo a sair da cama. Depois pego no tranco e daí não tem mais problema. Quer dizer, não muito. Basta eu pegar um trânsito complicado e essa falta de educação nas ruas para tirar o meu humor. Ah, isso sem falar no calor. Esse mesmo que tá aí junto com a “chuva”. Me deixa arrasada. Os ursos hibernam no inverno, mas, eu quero ir para minha toca é no verão quando a temperatura sobe. Ficar bem quietinha. Tá bem. Já sei. Não é privilégio meu. Começo a falar com as pessoas e está cheio de gente que, como eu, não está agüentando este clima birrento. Este ano parei de achar graça da lembrança de uma entrevista de emprego que fiz lá pelos anos 90 em janeiro e perguntei se eles tinham ar-condicionado. Era uma questão de honestidade. Se não tivessem, o meu rendimento não valeria o meu salário. Agora eu sei.

Mas essa modorra (será que existe mesmo esta palavra?) já está me assustando. Nem me reconheço. Como fazer planos para o ano assim? É, mas, se não faço, vem a culpa. Se não sei o que quero, daí mesmo é que não vou conseguir. Pronto. Está definido o meu destino. Ainda bem que nem eu me agüento assim. Então, aos poucos vai pintando uma reação aqui outra acolá. Revejo algumas coisas que pretendo fazer, vou tocando de mansinho alguns projetos, recomeço de leve os meus contatos. Isso sem falar em medidas mais emergenciais como consultar o médico, voltar às aulas de yoga e marcar sessões de Reiki. Não pretendo deixar o ano passar de Domingo a Domingo sem que eu faça algo que me dê prazer ou seja útil para alguém. Isso é certo. Penso em começar aos poucos lendo o livro de cabeceira Cinco minutos com Deus ou respirar mais fundo, sei lá, mas, algum jeito vou dar.
Parece meio estranho este tédio todo assim nos primeiros meses do ano, mas, se eu parar para pensar dá para entender. Não tive férias. Passei alguns poucos dias na praia na casa de outras pessoas, naquele tumulto que foram as areias aqui no Rio Grande do Sul e, obviamente, com muito pouca grana. É...trabalhar por conta tem suas vantagens. Afinal, fui para o cinema no meio da tarde um dia desses. Vou para o instituto de beleza em dia de semana e tantas outras coisas que a liberdade de horário me dá. Mas, sem chefe, sem salário e sem salário, sem férias. Daí esta sensação de que fiz muito, mas, não fiz nada. Não descansei nem um pouco. Passei o tempo todo desocupada. Coisas de libriana. Bem, pelo menos recuperei a vontade de voltar a escrever. Já é alguma coisa. E, hoje, pensei: a gente fala tanto em ser feliz. Para mim, em 2007, basta que eu seja alegre. Este é o meu plano e vou realizá-lo. Conto com vocês.

Tuesday, February 13, 2007

Sobre crimes e criminosos

Sei que várias pessoas que já foram atingidas por algum tipo de violência podem não concordar comigo. Mas, não compreendo este tipo de manifestação que se indigna com a barbárie e fica com o ímpeto de apedrejar os bandidos. A incoerência é muita para que eu consiga entender. Reconheço que existem atitudes que fogem ao que podemos suportar, mas, será que as pessoas não se dão conta de que não bastará intensificar leis, punir os bandidos, mudar todas as regras, se não houver um envolvimento social real? O pior bandido, o mais cruel assassino nasceu um dia uma criança inocente, sem intenções de cometer nenhum gesto de violência. Tudo bem. Alguns vão dizer que a ciência está tentando investigar a índole criminosa de alguns, o mau funcionamento do cérebro, neurônios de outros, componentes que criam uma propensão para estas atitudes, mas, não passa disso, uma tendência.

Eu acredito profundamente que é o meio, as dificuldades, a falta de perspectiva, o mau exemplo dos poderosos, a diferença social absurda que leva a atos insanos, a revolta ou até mesmo a um tiro dado na hora de roubar um tênis. Já fui assaltada. Sei que dá raiva. O sentimento de impotência é irritante, para dizer o mínimo. Poderia ter sido ferida, morta, etc, justamente porque não consegui ver nos indivíduos que me atacaram seres tão diferentes de mim. Sei que isto é ingênuo e pode ser perigoso, mas, também, não posso concordar com estas pessoas que, simplesmente, esquecem a sua responsabilidade diante disso tudo. Será que esta mesma pessoa que se considera tão boa, tão generosa, tão incapaz de qualquer ato de violência continuaria assim se passasse fome, se não tivesse nenhuma perspectiva de futuro, se ao seu redor só visse desesperança e injustiça? Duvido.

Com a morte deste menino João, fala-se muito em não deixar que ele seja mais uma estatística, mas, será que não percebem que dirigir a ira àqueles que praticaram o crime também não resolverá a situação em que vivemos? Não quero dizer que eu tenha a resposta. Não tenho. Tenho idéias, discuto possíveis soluções com várias pessoas, como a maioria faz. Acredito no controle da natalidade, na educação, em dignidade política e em consciência social. Se eu, que sempre tive uma boa qualidade de vida, me perturbo, me desmotivo, me indigno com a falta de oportunidade, de igualdade, de distribuição de riqueza, por que estas pessoas que, praticamente, não têm nada a perder vão se preocupar com o que acontecerá depois?

Acredito que existem desgraças, atos criminosos como este que ocorrem para que todos prestem mais atenção, percebam que precisam se envolver com o que acontece a sua volta antes que seja tarde. Mas, não fazendo discursos, julgamentos sobre os que cometeram os crimes. Acho isso triste. Não acredito que isso resolva absolutamente nada. As pessoas dirigem suas iras aquela pessoa ou aquele pequeno grupo. Prendem, torcem para que morram e de que adianta? Para que outras pessoas, outra desgraça, outro crime hediondo ocorra, é só uma questão de tempo. Porque não preciso de bola de cristal para saber que, se não são alteradas as razões para que existam criminosos desta estirpe, eles continuarão a existir e não adiantará as pessoas ficarem apenas gritando como a Rainha de Alice no País das Maravilhas: "Cortem as cabeças!"

Sunday, February 11, 2007

O Tempo

Envelhecer. Está aí um assunto que me provoca, mas, devo confessar que sobre a idade me expresso diferente da maioria das pessoas. Encho a boca para dizer quantos anos tenho. Não que isso faça realmente diferença, mas, é que acho engraçado as pessoas omitirem esta informação, principalmente, ainda, as mulheres.
A razão para este meu pensamento é algo que o Mario Quintana também já havia falado. Quando estava fazendo 30 anos, descobri que tinha uma doença rara chamada policitemia vera que é o aumento dos glóbulos vermelhos no sangue e, ao ouvir o Dr. Faillace, conhecido como o papa da hematologia, dizer que os riscos eram de ataque cardíaco e derrame cerebral pensei: "vou morrer'. Lá se vão mais de 15 anos. Troquei de médico. Mas, a proximidade da idéia da morte (que sabemos vai acontecer um dia) me fez querer a alternativa, ou seja, ficar uma velhinha bem enrrugada! Nunca mais tive medo de envelhecer. É claro que não quero ficar inativa, cheia de dores, etc, mas, como não tenho grandes restrições mesmo com este problema, a não ser não poder comer carne vermelha e outros alimentos com ferro. No mais não há nada proibido, não acharia ruim viver longos anos. Sim, porque várias pessoas dizem que não se importam de envelhecer desde que tenha saúde e uma cabeça boa. Eu, já não posso dizer que tenha saúde e quanto a cabeça boa...

Agora, pelo fato de não ter me casado, nem tido filhos, acaba ainda mais forte a impressão de que o tempo fica devorando as horas. Acredito que ver os filhos crescerem deve dar uma idéia mais exata do que está acontecendo conosco. Caso contrário, a gente olha algumas rugas no espelho, mas, ainda sente por dentro várias das angústias de menina, ainda segue com os mesmos planos e desejos. Talvez, por isso, conviva hoje com gente bem mais jovem do que eu. Meus amigos, minhas melhores amigas, todas não tem mais de 30 anos. Seguir na faculdade mantém uma energia, uma vontade de aprender que eu tinha nos meus 20 anos (quando eu adorava cantarolar a música do Fábio Junior no violão, que voltei a tocar o ano passado).

No entanto, não me importo de ir trocando a juventude, por uma aceitação e compreensão melhor de mim mesma. Só não me vejo podendo cantar "Non, je ne regrette rien". Eu me arrependo, de vez em quando, de algumas coisas. Às vezes até de coisas que fiz no dia anterior. Só que hoje acho que fiz o melhor que podia na época em que tudo parecia sempre tão confuso, tão decisivo. Lembro de uma vez (acho que tinha uns 25 a 27 anos) em que fui pedida em casamento. Isto nunca tinha me acontecido antes. E eu só chorava. Não era de alegria. É que eu gostava do cara em questão, mas, não estava apaixonada e a idéia de me casar só porque outras pessoas já estavam casadas, ou porque já estava na idade, me apavorava. Disse não. Ninguém nunca mais me pediu, mas, tá aí, uma coisa da qual não me arrependo.

Quando fiz 40, marquei uma festa no Café dos Cataventos lá na Casa de Cultura do Mário Quintana, uma das poucas pessoas que são meus ídolos, e pedi a todos que decorassem algo para dizer no dia. Meu irmão, escolheu justamente uma das poesias dele sobre o tempo ("a vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas..."). Ele nunca queria dizer a idade. Irritava-se quando perguntavam. Se a gente falava a idade que tinha e dizia que ele era o mais velho ficava bravo. Não queria envelhecer. Acabou morrendo aos 49 anos com uma cara de menino e um sorriso maroto que fazia quando dizíamos que estávamos envelhecendo em volta dele, enquanto ele continuava com aquele ar de adolescente. Não vou vê-lo ficar enrrugado, nem com dificuldade de andar ou coisa parecida. Ele conseguiu o que queria, mas, eu, certamente gostaria de continuar tendo meu irmão mais velho por perto! Em minha memória, ainda o vejo de macacão Lee e pés descalços, cantarolando músicas dos Beatles, sua grande paixão. E assim como esta, ainda tenho viva em minhas lembranças muitas coisas do passado, do qual tu fazes parte, e compreendo perfeitamente o Mario Quintana quando ele diz: "Sou um pobre menino... acreditai!...Que envelheceu, um dia, de repente!..."

Thursday, January 25, 2007

Mudanças

Hoje, me emocionei bastante ao saber que o escritório do meu irmão será fechado. Haverá uma mudança para um outro local. Logo que ele se foi, acabei tendo que ir lá e ainda havia o cheiro do seu perfume no ar, misturado com o cheiro de cigarro. Algo que numa outra circunstância nem seria tão agradável, mas, naquela me enchia de saudade. Só quem o amava sabe o quanto eu queria aquele cheiro e seu sorrizinho irônico de volta.

Mas, não acredito que a vida se acabe no que nós chamamos de morte. Confio plenamente de que não temos conhecimento total da continuidade da vida e isso sempre acreditei, muito antes de sua partida. E, embora, fique bastante interessada em depoimentos de outras pessoas, em relatos de outras famílias sobre as provas dessa outra existência nem sei se teria coragem de fazer contatos com os meus queridos. Todos nós fomos criados para ter medo e isso é muito mais forte do que qualquer conhecimento, lógica, raciocínio. Mas, acredito que vá chegar o dia em que não será mais tão estranho. Que a ciência vai provar que é assim mesmo e daí, o interesse e a curiosidade vão ser maiores do que o temor. No entanto, hoje, quando minha mãe viu minha emoção e disse: "não sei quando eu vou desabar", respondi me recuperando: "nunca". Temos esta crença, esta força, esta certeza de que meu irmão quer que a gente siga em frente, vivendo com o mesmo entusiamo, com planos de futuro, etc, etc. Ah, mas, fazer o que com a saudade?

Só que, há alguns dias atrás, achei um tanto engraçado quando li que a gente se rasga sentindo saudade e não pensa que eles também sentem e que se nos vêem sofrer por aqui atrapalha as atividades que eles tenham por lá. Claro que tem gente que não acredita em nada disso. Entretanto, não seria mais pertinente deixar uma margenzinha de dúvida e tentar não fazer nada que pudesse ser complicador para aqueles que amamos? Não é isso que fazemos enquanto eles estão ao nosso lado? Só porque não são mais visíveis aos nossos olhos vamos torturá-los com tristezas? Eu, certo que não. Agora, é claro, lembranças são coisas boas e saudade faz parte da vida e, agora sei, deste e do outro lado!

Tuesday, January 16, 2007

A gente nunca tá sozinho

Recebi isto de um amigo. Já conhecia, mas, achei que valia a pena publicar:

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
Coisas inexplicáveis e
Pessoas incomparáveis."

(Fernando Pessoa)

Sunday, January 14, 2007

Recebi esta resposta linda de minha amiga e professora de yoga Letícia Dornelles que está na India. Pedi autorização dela para publicar:

"E aí lindinha...
É questões do coração sempre serão questões do coração. Quanto mais estrada, mais caminho, mas também mais poeira. A idade não interessa, o que interessa e a cabeça sendo renovada. Atenta para as lições que estão aí em todo o nosso cotidiano, numa palavra, num gesto , num silêncio. Atenta para aquele limite, fininho, entre estar aprendendo e estar se aceitando. Aceitar para poder dançar suavemente, sem perder o rebolado e a docura de cada instante. Segue firme...segue acreditando, segue aberta , mas com aquele filtro para que não entrem coisas antigas. Um passo de cada vez, mas o coração entregue completamente...quando for a hora. E se a hora não vier, que venham os amigos, as nuvens , as flores, as viagens e outros sonhos...Afinal, se ainda esta nossa alma que tanto esperamos não apareceu é porque temos alguma coisa para mudar , para crescer... É eu tambem não tenho a resposta, mas vou morrer com esperança... Torcendo, sempre..amor L.

Friday, January 12, 2007

A solidão tá batendo

“A solidão tá batendo. “ Este é o começo de uma música e também meu momento atual. Terminou o ano, começou o outro. Morreu mais uma pessoa amiga, também o pai do meu primeiro namorado. Encontrei o irmão de uma grande paixão no supermercado. Fiquei em dúvida de quantos anos tinha. Lembrei da aventura que começava em janeiro do ano passado... Este ano faço 45. Quem me conhece sabe, adoro fazer aniversário e a idade nunca foi problema. Mas, não está demorando para eu encontrar alguém que queira compartilhar comigo minha vontade de amar? Ah, e de fazer sexo também? Sem as paranóias da juventude, sem vergonha, mas, de um jeito prazeroso, divertido? Sim, quase todo o ano me apaixono. Isso é verdade. E acho isso ótimo. Afinal, se não tenho compromisso e nem devo nada para ninguém, acho que é mais do que natural ter este desejo. Mas, o que me preocupa é que como há um histórico de homens interessantes que me abandonam, ainda tenho dúvidas de que é algo que eu tenha que fazer, mudar, entender, sei lá.

Se é o meu destino, que assim seja. Não vou ficar arrastando corrente por causa disso. Acho que a vida é muito interessante e ainda tem muitas pessoas ótimas que eu posso conhecer, amigos que posso conquistar. Mas, e se há algo que eu preciso compreender, mudar em mim para que aquele velho sonho de ter alguém ao lado venha a se realizar? Isso acaba me atormentando e é claro que me compenso comendo mais do que gostaria, bebendo o que não precisava. Sei que eu não sou a única. Sei que não quero me agarrar com o primeiro que cruzar por mim (embora, às vezes, isso pareça ser algo bem atraente), mas, como não me deixar perturbar por milhões de histórias românticas em filmes, novelas, livros e até na vida real em que as pessoas vão, finalmente, encontram alguém para compartilhar, se não a vida inteira, pelo menos alguns bons e alegres anos? Fico aliviada por não ser a Susana Vieira. Feliz da vida por não ser uma Ciccarelli, mas, não me basta. E se, por um lado, sei que, dificilmente, minha lista vai estar zerada até o final deste ano, quem me conhece sabe que não quero apenas mais um nome nela. Quero AQUELE nome. Mas, querer será o bastante? Há algo que eu deva saber antes? Coisas que devo corrigir em mim nos próximos meses? Novas abordagens? Complicado isso. Me sinto como alguém que passou dos 40, mas, que bem podia ter 12. Ainda bem que estamos vivendo mais e que assim posso (será?) ainda continuar esperando. Agora, bem que aqueles que me deixaram podiam dar uma dica para que eu não ficasse repetindo os mesmos erros, não é mesmo?

Quem sou eu?


Eu gosto muito de trabalhar, de cinema e de estar com os meus amigos. Adoro escrever, ler, estudar,"jogar conversa fora" e amar, é claro! Ah, também gosto de dançar. Sou otimista, ansiosa e, embora pareça extrovertida, na verdade, estou sempre vencendo minhas inseguranças e timidez. Sou bastante passional e apaixonada.Não gosto de chuva. Adoro água.Gosto de chocolateSou persistente. Sou irônica.Sempre briguei com a balança.Pouco subi em árvores.Nunca andei a cavalo.Morro de medo de esportes radicais.Me apaixono fácil.Tenho preguiça de fazer exercícios.Gosto de andar de pés descalços.Não gosto muito de altura.Amo a natureza, mas, gosto de conforto.Dias cinzas me deprimem.Tenho pânico de baratas.Já quis ser psicóloga.Gosto de dar conselhos.Não sei desenhar.Gosto de vento.Sou tensa.Sou compulsiva.Gosto de gente.Me emociono fácil.Choro seguido.Não gosto de ambientes fechados.Não bebo cerveja.Falo demais.Tem gente que me invejaTem gente que me ama.Não sei plantar bananeira.Não conheço ninguém que me odeie.Prefiro comer uma coisa boa a comer muito.Tenho pavor de sujeira.Sei cozinhar.Entendo de estética.Estou sempre sem dinheiro.Gosto muito de viajar.Adoro voltar pra casa.Adoro estar no palco.Sou carinhosa.Sou sincera.