
Os amigos me convenceram a começar o meu blog. Sou jornalista e mestra em artes cênicas. Sempre adorei escrever e tenho enviado textos para os meus conhecidos com uma certa frequência. Os assuntos? Os mais variados possíveis, mas, ligados as minhas experiências, ao que acho de tudo que está em minha volta. Gostaria de compartilhar com mais pessoas.
Sunday, March 22, 2009
Gênio Indomável

Saturday, March 21, 2009
O homem de cinzento não pode esperar *

Vera Mello
Friday, March 20, 2009
Meu herói, meu bandido

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
Thursday, March 19, 2009
Sunday, March 15, 2009
Sunday night fever

“Chupa o meu pau”. Esta é apenas uma das frases que não passariam na censura da minha mãe tão facilmente e que estão em um filme que assisti quando tinha uns 15 anos: Embalos de sábado à noite (Saturday night fever, 1977). Tinha na minha memória adolescente um filme com músicas dançantes, aquela roupa branca e preta inesquecível do John Travolta (veja na foto) e seu rebolado impagável pelas ruas. No entanto, fui assistir hoje na televisão e vi que havia muito mais por trás.
Os cuidados extremados do protagonista com a sua aparência, seus gestos e posturas já não me pareciam tão masculinos a ponto de despertar a paixão de tantas mulheres como aconteceu na época. Mas, não é apenas isso. Streep-tease, cenas de sexo, estupro, drogas, mortes e violências outras. Tudo aparece no filme que havia me parecido inocente.
Hoje, chega a ser engraçada a cena na qual Tony levanta da mesa do jantar e começa a juntar os pratos e seu pai diz para que ele não faça aquilo, pois as mulheres irão fazer. Quem diria... De qualquer forma, ele trata as mulheres com total desrespeito e se mete em várias situações “politicamente incorretas”. Talvez, a única atitude que indique o seu bom caráter seja a entrega do prêmio do concurso final aos concorrentes que ele considerou melhor do que ele. No mundo real, porém, isso não fez a menor diferença. Os fãs do filme nem se lembram mais da dança do outro casal e sim dos rodopios do galã.
PS: Eu que nunca mais tinha ouvido falar de karen Gorney (a partner de Tony Manero), descobri que no ano passado ela fez Margaret em Ricardo III.
Tuesday, March 03, 2009
Na língua de Camões

Já venho lendo sobre o acordo ortográfico há algum tempo e confesso que não estava (e ainda não estou) com a maior vontade de ficar revendo o jeito que escrevo. Não é que não goste de mudanças. Mas, uma parte de mim, vinha resistindo a algo que me parece insignificante diante de tantas mazelas brasileiras. No entanto, não há mais nada a fazer. Está decidido e insistir em não me adaptar parece bobagem . Afinal, como dizem seus defensores, nem são tantas mudanças assim. Da minha parte, por exemplo, posso dizer que se me pedissem para soletrar o alfabeto acabaria dizendo o k, o w e o y. Decorei assim e acabei mantendo. Pronto. Agora já os incluíram novamente. Também devo dizer que nunca fui muito fã de trema e só colocava em provas que exigiam este tipo de correção tipo em linguiça, freqüente, seqüência... Já aguentei muita coisa e não escrevia a palavra com a trema e tranquilo? Nunca viu uma trema por aqui. (Acabo de perceber que vou ter que atualizar meu corretor ortográfico, se não ele vai insistir em colocá-la). Claro que têm aquelas que vão dificultar a minha adaptação, como por exemplo: plateia e estreia. Sem acento? Não é a mesma coisa. Paranoia? Cruzes...muito estranho. Alcateia? Por favor...palavra que só escrevi no vestibular e olhe lá! Ah, e têm coisas mais esquisitas como: creem, deem, leem, perdoo, veem. E para variar (sem acento) vem as exceções: "ele para o carro" (verbo parar) perde o acento, mas, "ele pôde dirigir ontem" tem acento. Ai,ai,ai....Assim como os verbos ter,vir, convir, deter que mantêm o acento: eles têm, eles vêm, eles convêm, eles detêm. Bem, e tem várias outras coisas chatinhas. O hífen, que quase ninguém acertava até hoje, muda também. Erraria naquelas ditas provas: autoestrada, coautor, autoescola, aeroespacial... tudo sem hífen. E nesta regra sim, acho que vão continuar não sabendo. Continua aquela história...ora tem, ora não tem. Ou seja, volto a ser semianalfabeta? Mas, não vou ser superexigente comigo mesma! Então, não esperem que aqui no blog meus textos sigam estas regras. Vou, aos poucos, tentando acertar, mas, não é porque assinaram uma lei que vou acordar sabendo como redigir do jeito que decidiram que seria melhor. Esta regra aqui, por exemplo, não vai ser fácil de lembrar: se chegar no final da linha e uma palavra que levava hífen ficar dividida, o hífen repete na linha seguinte. Bem, mas, ninguém pode dizer que eu não tentei colaborar. Por enquanto, a única coisa que me faz tentar esta adaptação é a remota possibilidade de eu querer me corresponder com portugueses e não deixar que a língua nos atrapalhe. Sabe-se lá quando e se isso vai acontecer!
PS: O Acordo Ortográfico de 1990 pretende instituir uma ortografia oficial única da língua portuguesa e com isso aumentar o seu prestígio internacional, dando fim à existência de duas normas ortográficas oficiais divergentes: uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa.
Saturday, February 28, 2009
Festival de teatro em Curitiba

Quatro estréias nacionais e uma internacional marcam a programação deste ano do Festival de Curitiba, que acontece de 17 a 29 de março. A companhia chilena Teatro Cinema estréia em palcos brasileiros o espetáculo Sin Sangre, dirigido por Juan Carlos Zagal. A peça é uma adaptação do romance homônimo do autor italiano Alessandro Baricco, e trata da reconstrução da memória e do perdão.
A montagem chilena atinge várias dimensões ao fundir as linguagens do teatro e do cinema em uma emocionante história humana em que a vingança se encaminha para o amor, e onde a guerra pede paz e amor. Com esses elementos e sentimentos, Juan Carlos e Laura Pizzarro – que além de participar da adaptação do texto, também atuam em Sin Sangre – deram à montagem uma linguagem universal.
Entre as peças brasileiras, Felipe Vidal e Tato Consorti dirigem a versão brasileira de Rock’N’Roll, do dramaturgo tcheco Tom Stoppard. A peça, sucesso de público e crítica no Royal Court Theatre, em Londres, e na Brodway, se passa entre os anos de 1968 e 1990, sob uma dupla perspectiva. Em Praga, na república Tcheca, onde uma banda de rock aparece para simbolizar a resistência ao regime autoritário comunista; e em Cambridge, na Inglaterra, onde as questões do amor e da morte definem as vidas de três gerações da família de um filósofo Marxista.
Dirigido por Moacir Chaves e baseado no conto homônimo de Drauzio Varella, o espetáculo Por um Fio conta histórias de pessoas surpreendidas pela notícia de que suas vidas podem chegar ao fim. Na experiência de Varella, nenhum acontecimento provoca transformações tão radicais quanto conviver com essa possibilidade. As histórias descrevem as maneiras que cada um tem de perceber o tempo e o transcorrer da vida. No elenco a premiada atriz Regina Braga e o vencedor do Prêmio Shell de melhor ator em 2008, Rodolfo Vaz, por Salmo 91.
Em Borbulho, espetáculo de dança das coreógrafas Rosane Chamecki e Andrea Lerner, curitibanas radicadas em Nova York, um cenário fururista abriga uma versão poética da evolução das espécies de um planeta imaginário. Neste mundo, criaturas crescem e se desenvolvem. Aos poucos, sentimentos também vão ganhando. Os seres em cena refletem o desejo e a capacidade de adaptação e levantam questões sociais e ambientais.
Completa a lista de estréias brasileiras o monólogo Doido, em que um homem narra e vive personagens da dramaturgia universal. A montagem – dirigida e encenada por Elias Andreato – fala de amor, de loucura e de arte mostrando ao espectador o que essa viagem apaixonante pode despertar no artista e no cidadão comum.
Monday, February 23, 2009
A gente não quer só comida

Não posso mais esperar para escrever sobre a peça Dona Gorda, pois, falta muito pouco para eu me tornar o personagem principal depois de tudo que tenho comido nos últimos dias. Eu sei...Tem vários amigos que vão dizer: Ah, pára com isso. Tu estás ótima! Tu, gorda? Nem pensar. Mas, são amigos e conhecidos recentes, pois, em várias épocas de minha vida estive com vários quilos a mais. Sim. Porque existem os gordos e os de alma gorda e eu me encaixo às vezes nos dois perfis, às vezes só no primeiro e às vezes no segundo, mas, vou ter que nascer de novo para ter uma alma magra. Gosto de comer. Sempre gostei.
Vestida em malha de ginástica, ela corre, pula, salta. Ai, que cansaço! O patético da cena faz rir. Mais tarde, Dona Gorda tenta entrar em um vestido vermelho para ir ao casamento da amiga. As pessoas acham graça. Eu rio para não chorar. Vermelho é minha cor predileta e, não faz muito, alguns vestidos que tenho nesta mesma cor não passavam das canelas. E se passavam faziam exatamente o que figurino de Lúcia fez: marcavam tudo! A atriz conversa com um manequim, onde alguns acessórios estão pendurados. Quer coisa mais adequada? Aquele corpo esquálido que tudo aceita e tudo pode? E fala todo o tempo com a platéia. Improvisa. Algo que exige de quem vai ao teatro, mas, mais ainda de quem atua. Na noite em que assisti ao espetáculo ela escolheu para contracenar um homem tímido que tomará uma das duas atitudes: ou voltará satisfeito com a nova e desafiante experiência ou nunca mais colocará os pés em um teatro. Dona Gorda volta várias vezes para falar com ele, mesmo sabendo que ele não está à vontade. No final, ele ganha um brinde do espetáculo. Espero que tenha sido o suficiente para fazê-lo rir de si mesmo. Não é, Vitor?
Elenco: Lúcia Bendati
Direção: Paulo Guerra
Participações Especiais (em off):
Adriana Marques, José Alessandro,
Luciano Figueiró, Paulo Sant’ana
Fotos: Cláudio Etges
Friday, February 20, 2009
Dona Gorda...não sou eu não, viu?
Wednesday, February 18, 2009
Crítica teatral é tema de escola de samba
Não. Não vou passar o carnaval de 2009 no Rio de Janeiro desfilando na Sapucaí, embora já tenha feito isso no século passado, nos anos 90, e recomende. Nem na Bahia, atrás do carro da Ivete Sangalo, cantando: “como se fosse flor você me cheiraaaa”. Aliás, também não vou estar nas ruas de Porto Seguro, sentindo o suor da multidão que dança até com timbre de celular. Vou estar
Há um ano venho ensaiando para botar meu bloco na rua. O desfile vai começar com a ala da Grécia Antiga com destaque para Aristóteles e sua poética em carro alegórico cercado de lindas mulheres cobertas apenas por cachos de uvas como no espetáculo de Zé Celso, Os Bandidos. Afinal, não podemos esquecer que foi lá que tudo começou: nas festas para Dionísio, o Deus do vinho. Depois, entrarão na passarela Foucault e Sartre, cuidando para não misturar as alas dos Estruturalistas com os Existencialistas e nem atrasar no recuo da bateria porque se é para discutir “gosto” o barulho é grande. Vão ter mais alguns carros alegóricos com membros da Escola de Frankfurt. Alemães famosos, mas, sem samba no pé, não vão medir esforços para fazer o público cantar o samba enredo, inspirado
PS: Escrevi este texto para participar do concurso do site Diálogos Universitários com a intenção de ganhar a câmera digital que perdi nos últimos dias. Não venci, mas resolvi publicá-lo. O texto do vencedor vocês podem conferir aqui:
www.dialogosuniversitarios.com.br/pagina.php?id=2584
Sunday, February 15, 2009
Parabéns minha Rainha

Fui convidada para assistir a peça Rainha do Lar hoje à noite. Tenho mais de 40 anos, ou seja, este título chega a me dar arrepios. Mesmo depois de já ter refletido tantas vezes sobre o tema. De saber que este lance da mulher ir para rua e trabalhar também foi meio imposto por uma época de guerra, pela necessidade de mão-de-obra, etc. De pensar muito sobre quão complexa é a atividade de uma dona de casa que precisa saber executar tantas tarefas braçais e ainda ter cabeça para administrar funcionários e tratar de questões financeiras. Com certeza, não é tarefa para principiantes.
Bem, mas, voltando ao espetáculo, cheguei pensando que não havia nada de novo que pudesse ser dito sobre este tema e, no entanto, mesmo que eu tivesse razão, por que não usufruir do prazer da identificação? No entanto, foram muitos prazeres mais. O texto de Lisiane Berti é ótimo. Na boca de Lucia Bendati ganha vida, forma, cheiro e gosto. Dá até vontade de comer o nhoque que ela prepara
Nota-se que a atriz se sente à vontade naquele personagem, naquele lugar e isso se transmite para o público. A Rainha do lar, dirigida por Paulo Guerra, lava o chão, passa roupa, fala no telefone e conosco e, como se não bastasse, ainda canta com uma voz límpida, suave, gostosa de ouvir. Tudo isso no cenário criativo, funcional e esteticamente interessante de Cláudio Benevenga que também é o responsável pelos figurinos que dão o tom certo a esta mulher, dona de casa e mãe em todos os seus momentos. Com destaque para a cena final que salienta o talento desta atriz que consegue nos fazer ver o que ela vê, sentir o que ela sente e diria até pensar o que ela pensa: não é fácil ser uma Rainha do Lar, mesmo no dia do aniversário. Agora, uma coisa é certa: Lucia reina naquele palco.
Obs: Estranhei um pouco a participação em off do marido e dos filhos no início que me parece um tanto artificial. Mas, nada que prejudicasse o todo que, sem dúvida, vale a pena assistir.
Saturday, February 14, 2009
Praia do Rosa, um paraíso sobre a Terra

Meu orientador é de Santa Catarina e, desde o ano passado, falamos que seriam feitas reuniões a cada três meses, o que acabamos não fazendo até porque a internet nos permite manter contato virtual sempre que queremos. Mas, trata-se de uma pessoa que me agrada. Cuja convivência gostaria que fosse intensificada e, convenhamos que ir a Santa Catarina não é nenhum sacrifício. Então, comecei a pensar como faria isso. A grana, como sempre, pouca. Assim, teriam que ser poucos dias. Passei a pesquisar locais de hospedagem e um dos mais baratos que encontrei foi na Praia do Rosa. Na hora, nem me dei conta de que não ficaria tão fácil ir até Florianópolis, local do encontro.
Há muitos anos ouvia falar bem desta praia. Eu mesma já havia feito uma visita nos anos 80 da qual não tenho boas lembranças pois tive uma insolação naquela oportunidade. Bem, estava decidido. Era para lá que iríamos. Convoquei minha irmã, parceira de viagens. Avisei o orientador e lá nos fomos. Ainda não estava certo que conseguiríamos nos encontrar, mas, o pretexto havia funcionado. Primeiro: a viagem de ônibus, que me preocupava pelas longas horas, foi muito tranqüila. Durmo o tempo todo. Não vou contar todos os detalhes, mas, quis frisar isso, pois, recomendo. A pousada melhor do que poderíamos esperar. Uma boa estrutura para os R$ 50,00 de diária por pessoa que conseguimos. Piscina, sala de jogos, tv e nossa cabana bem bacana. Mas, o melhor ainda estava por vir. Foram 4 dias de caminhadas, banhos de mar e sol. Uma água límpida em que podia olhar meus pés quando a água já alcançava o peito. Fria é verdade, mas, imperdível. Os turistas? 95% de Argentinos. Nas ruas só se ouvia espanhol. Horários diferentes. Ninguém na praia pela manhã quando íamos. Muita gente no final da tarde quando saíamos. Não sem intervalos no horário do almoço, pois, eu não agüento. Bati meu record: 7 horas na praia. Guarda sol e protetor 30, é claro! Confesso que no segundo dia já não podia mais buscar aquele bronzeado, inclusive dos lados, pois, foi a primeira vez que consegui ficar vermelha nestas áreas. Se insistisse, com certeza, acabaria com aquela insolação novamente. Estrada de terra batida. Muito pó. Mas, silêncio, tranqüilidade e um contato com a natureza que nos faz sentir pertencentes do universo e fazer contato com o divino. Locais para comer maravilhosos, mas caros, lógico. Parte do que economizamos em hospedagem e passagem de avião gastamos em um jantar em um local luxuoso e com vistas de tirar o fôlego. Tem muitos por lá (sentamos naquela mesa com guarda-sol aí da foto).
No último dia, o encontro com o orientador. Certa apreensão. Toda aquela calmaria teria fim? Nada. Foi prazeroso. Em um bar
De volta a Porto Alegre, sem lamúrias, pois costumo dizer que sou feliz, pois sempre gostei tanto de viajar como de retornar, mas, ainda tentando me adaptar aos horários, a rotina novamente. Com vontade de sair todos os dias o que, aliás, me fez ir ontem até o Lami buscando uma paisagem de verde e água novamente (sem comparações, é claro!). Paramos (desta vez meu pai e eu) no único local próximo a “praia”. Sem sair do carro podíamos ver uma cena que me fez sentir novamente a falta da digital. Vou tentar descrevê-la. Em um primeiro plano, uma placa grande amarela dizendo: local impróprio para banho. Águas poluídas. No mesmo ângulo, mais adiante, uma casinha vermelha e três salva-vidas. Abaixo dela, um homem, sentado em uma cadeira de praia e sob um guarda-sol. Ao seu lado, uma mulher deitada na área pegando sol. Logo chamei a atenção do meu pai. Se o banho é proibido, o que fazem aqui estes três salva-vidas? Perguntei para logo depois tentar uma resposta cômica: É para o caso de alguém cair na água sem querer. Bem, meu pai, que ainda se lembra de todas as coisas que contava enquanto mediadora da Bienal, disse: Dava para tirar uma foto e mandar para os curadores da próxima exposição! Não é que ele tem lá sua razão? Quer dizer....se eu tivesse como fotografar.
Obs: Ao chegar em casa, havia um email para um concurso cujo prêmio é uma máquina digital. Já estou concorrendo. Torçam por mim.
Monday, February 02, 2009
Pelo direito de ser alienada
Thursday, January 22, 2009
Sobre anjos e grilos

Um espetáculo com os textos de Mário Quintana já seria motivo bastante para me agradar. Este poeta gaúcho já está na minha vida há mais de 30 anos, pelo menos. Foi uma das leituras mais importantes da minha vida, com certeza. Decorei vários versos. Fui a uma sessão de autógrafos dele. Comemorei um aniversário na Casa de Cultura Mário Quintana e decorei o texto que ele fala de sua vida para dizer aos convidados. Pedia a cada um desses que também decorasse algo para dizer. Dia muito marcante já que meu irmão que, já não está mais conosco, declamou o poema A Vida:
Quando se vê, já são seis horas.
Quando se vê, ja é sexta feira.
Quando se vê, já terminou o ano.
Quando se vê, ja se passaram 50 anos!
E agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inutil das horas.
Dessa forma eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a unica falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Além disso, Sobre Anjos e Grilos traz Deborah Finochiaro, a quem admiro também há muito tempo. Estivemos juntas
Preciso destacar que Deborah é muito forte no palco. Sempre foi. Tem uma incrível presença cênica. Muito carisma. Deveria ensinar todos os atores e atrizes de Porto Alegre e, por que não, do Brasil a dizer um texto. Cada palavra é pronunciada com uma sensação, um jeito, um sentimento que vem grudado nela de uma forma que raramente vejo acontecer nos palcos. Algo, realmente, fascinante.
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Prêmio Quero-Quero SATED/RS 2006 de Melhor Atriz;
Prêmio de Melhor Espetáculo, Melhor Cenário, Melhor Trilha Sonora e Melhor Atriz no XIV Festival Nacional de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo 2007;
Prêmio de Melhor Atriz no VII Festival de Teatro de Resende 2007;
Prêmio de Melhor Atriz e Júri Popular Melhor Espetáculo no 35° FENATA - Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa 2007;
Prêmio de Melhor Espetáculo, Melhor Atriz, Melhor Texto Adaptado e Prêmio Especial do Júri para Zoravia Bettiol no 2º FENAT - Festival Nacional de Teatro de Campos dos Goytacazes 2007
Textos e Poemas - Mario Quintana
Concepção, Roteiro e Interpretação - Deborah Finocchiaro
Direção - Deborah Finocchiaro e Jessé Oliveira
Imagens - Zoravia Bettiol
Trilha Sonora Original - Chico Ferretti
(Com exceção das músicas Ecogliter, de Laura Finocchiaro e Franco Jr, e trechos das músicas Baleada Noturna, de Lory Finocchiaro, 4ª Sinfonia de Mahler e Concertos de Brandenburgo n° 4 e 5 de Johann S. Bach)
Voz em Off - Paulo José
Iluminação - Fabrício Simões e Jessé Oliveira
Figurino - Raquel Cappelletto
Programação Visual - Ricky Bols
Técnico de Som e Imagens - Zé Derli Rodrigues
Técnico de Luz - Fabrício Simões
Assistência de Produção (RS) - Vanice Schuler
Produção Executiva (RS) - Elisete Idalgo e Deborah Finocchiaro
Produção Executiva (SP) - Fernando Padilha e Clarissa Rockenbach
Direção Geral - Deborah Finocchiaro
Realização - Companhia de Solos & Bem Acompanhados
http://www.deborahfinocchiaro.com/
Monday, January 19, 2009
A curiosa e o curioso

Neste fim-de-semana fui convidada mais uma vez para ir ao cinema por uma amiga que não via desde o meu aniversário em outubro. Minha vida tem sido assim com o mestrado. Como todo mundo que se envolve intensamente com alguma coisa, vejo mais os colegas do que os meus amigos mais antigos. Mas, o presente de Natal dela já estava aqui há algum tempo e eu havia comprado pensando exatamente na cara que ela faria ao abrir aquele livro sobre a Marilyn Monroe. Uma edição “classuda”. Capa dura, lindas fotos, papel grosso e brilhante e em inglês. Uma língua que ela aprendeu a dominar. Então, estava na hora de ir encontrá-la e ver o Brad Pitt não ia me fazer mal.
Sabia muito pouco do que se tratava e confesso que aquela idéia de que o protagonista nascia velho e ia rejuvenescendo não fazia muito a minha cabeça. Sou daquelas que o realismo incomoda e o surrealismo perturba. Fazer o que? Mas, estava curiosa, o que, sem dúvida, parecia perfeitamente adequado, considerando o título do filme: O curioso caso de Benjamin Button, um longa (mais de duas horas, diga-se de passagem), baseado no conto escrito pelo famoso escritor norte americano F. Scott Fitzgerald.
No início, ao ver aquela figura grotesca do nenê enrugado, senti uma mistura de asco com vontade de rir. Bizarro. Para dizer o mínimo. Mas, aos poucos, fui sendo transportada para dentro de uma história de generosidade, compaixão, aceitação do outro e tantos outros sentimentos que estão fazendo falta e que estavam ali, agora, todos ao mesmo tempo. Fui sugada pelo trabalho maravilhoso dos atores e nem sei dizer quantas vezes me emocionei ao ponto das lágrimas encherem os meus olhos e lá ficarem.
Uma das falas (e tinham muitas) que me impressionou foi quando foi dito que “devemos nos orgulhar do que fizemos na vida quando olharmos para trás. E se isso não acontecer, devemos ter força para criar um novo caminho”.
Bem, mas, não vejo a hora de trocar idéias com outras pessoas que tenham assistido o filme que, aliás, estou recomendando. Preciso amadurecer mais as idéias e isso fica mais fácil ouvindo a opinião alheia. Talvez, nem devesse estar escrevendo nada, mas, era o único assunto que me interessava no momento.
PS: Não posso deixar de comentar a beleza...Não, não vou falar do Brad agora. É da fotografia deste filme!
Monday, January 12, 2009
Nosso dramaturgo Ivo Bender
No mês de dezembro faleceu Harold Pinter, um dos maiores dramaturgos do século 20, ferrenho defensor dos direitos humanos e opositor às políticas belicistas, que em 2005 recebeu o Prêmio Nobel de literatura. Seu melhor tradutor no Brasil é o maior dramaturgo do teatro moderno e contemporâneo gaúcho, o professor Ivo Bender, que também merece reconhecimento pelo conjunto da obra, ainda em desenvolvimento a todo vapor.
O leopoldense descendente de alemães trás como marca maior em sua obra o profundo conhecimento do teatro grego. Transpôs o gênero dos pais do teatro ocidental, como Sófocles, Ésquilo e Eurípides para um Rio Grande do Sul em formação. Com sua lavra e entalhes de um mestre marceneiro, profissão de seu pai, criou consistentes textos, chegando a ser chamado de o novo Qorpo Santo, dramaturgo gaúcho do século 19 considerado precursor do teatro do absurdo.
Ivo não se encaixa em nenhuma vertente temática ou estilística da dramaturgia brasileira, segundo a crítica literária Léa Masina se descobre nas peças do autor, dissimuladas pela aparência do nonsense, do absurdo, da loucura, uma fidelidade incrível àquilo que há de mais genuíno no homem: existe nelas, de modo inequívoco e dialético, a oposição entre Eros e Tanatos, o amor e a morte. Justapõem-se os significados e cria-se assim uma estranha relação em que o absurdo resulta da vivência do real. É na realidade que o circunda de suas vivências mais profundas que busca examinar a alma humana. O autor através de textos como da Trilogia Perversa e Queridíssimo Canalha, polvilha os palcos brasileiros com situações insólitas, afunila os conflitos deixando a mostra hipocrisias e falsas aparências neste mundo de meias verdades.
Se em tempos de sapatadas, onde a maior atitude que se pode chegar diante de governantes hipócritas é o lançamento de sapatos, o que dizer senão que devemos recorrer a grandes intelectuais como Pinter e Bender para que possamos entender melhor as transformações históricas da humanidade. Para pensarmos em como poderão ser as relações no futuro próximo e melhor estruturá-las.
O tradutor das poesias de Emily Dickinson e de peças de Pinter e Jean Racine além de ter sido o patrono da feira do livro de São Leopoldo em 2007 foi padrinho do Porto Alegre Em Cena 2008. Mas falta uma homenagem maior, como sugestão, a exemplo de Porto Alegre com Carlos Carvalho, que São Leopoldo crie um concurso nacional de dramaturgia. Homenagem à altura deste renovador da dramaturgia gaúcha.
Márcio Silveira dos Santos é professor, dramaturgo, diretor e ator.
Friday, January 02, 2009
Para que serve o amor?
À quoi ça sert l'amour?
On raconte toujours
Des histoires insensées.
À quoi ça sert d'aimer?
L'amour ne s'explique pas!
C'est une chose comme ça!
Qui vient on ne sait d'où.
Et vous prend tout à coup.
Moi, j'ai entendu dire.
Que l'amour fait souffrir,
Que l'amour fait pleurer,
À quoi ça sert d'aimer?
L'amour ça sert à quoi?
À nous donner de la joie.
Avec des larmes aux yeux...
C'est triste et merveilleux!
Pourtant on dit souvent.
Que l'amour est décevant.
Qu'il y en a un sur deux.
Qui n'est jamais heureux...
Même quand on l'a perdu.
L'amour qu'on a connu.
Vous laisse un goût de miel.
L'amour c'est éternel!
Tout ça c'est très joli,
Mais quand tout est fini,
Il ne vous reste rien.
Qu'un immense chagrin...
Tout ce qui maintenant.
Te semble déchirant.
Demain, sera pour toi.
Un souvenir de joie
En somme, si j'ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien?
Mais oui! Regarde-moi!
À chaque fois j'y crois!
Et j'y croirai toujours...
Ça sert à ça, l'amour!
Mais toi, t'es le dernier!
Mais toi, t'es le premier!
Avant toi, y avait rien
Avec toi je suis bien!
C'est toi que je voulais!
C'est toi qu'il me fallait!
Toi qui j'aimerai toujours...
Ça sert à ça, l'amour!...
Friday, December 26, 2008
2009 = ANO DO SOL!

Tania Cavalheiro, minha amiga numerologa, mandou algumas dicas para 2009 que resolvi compartilhar com vocês:
Na astrologia, 2009 vai ser regido pelo Sol, o centro do nosso universo, o que nos instiga na busca da expansão.
SOL fornece energia, vida, força e calor. Começa por portar-te ( e sentir-te) como o que és: o centro do teu universo! BRILHA, aparece, irradia energia e luz!
2009 vai te propiciar a chance de criar, de “ser” e de organizar.
Uma dica: PRECISAS ter projetos em mente, ok?
Será um ano de grandes desafios, então estabelece metas e caminhos pra chegar a elas e não saias dos teus planos nem permitas interferências alheias.
Busca tua individualidade te policiando para evitar o egoísmo, a arrogância e o orgulho.
Na mitologia grega, SOL era associado a Apolo (beleza!) então capricha no visual, cuida da tua aparência e da tua saúde.
BRILHA por dentro e por fora, TU PODES!
A soma de 2009 é 11, que resulta em 2. Isso mostra que será um ano no qual deveremos ter muito tato, força de caráter e paciência.
Nada de querer que as coisas aconteçam de forma instantânea. Observa o que acontece ao teu redor, ouve a voz de tua intuição e cuida dos sentimentos.
Vais colher exatamente o que plantares!
2 na numerologia é sinônimo de paz, união e harmonia. Não é uma linda chance?!
Wednesday, December 24, 2008
Sunday, December 21, 2008
Um ritual de casamento
Hoje, fui a um casamento que teve um ritual budista. Lindo...Uma das coisas que eu achei muito bacana é que eles acreditam que para o relacionamento dar certo é preciso a presença dos elementos terra, água, fogo e ar e eles explicam por quê. O noivo lava os pés da noiva (e vice-versa) para limpar todas as vivências negativas anteriores, abrindo espaço para as que estão começando com a união dos dois. Teria muitas coisas para escrever sobre, mas, este calor do dia todo me deixou mortinha e se esperar descansar vou acabar entrando 2009 sem dizer nada. Então, coloco aqui a mensagem do convite da minha amiga que eu achei maravilhosa e uma foto dela linda de morrer! Foi minha professora de yoga por muitos anos, agora é uma grande amiga. Aproveito para dizer Namastê que para quem não sabe quer dizer que o Deus que está dentro de mim, saúda o Deus que está dentro de cada um. 